NOTÍCIAS27/06/2013 Em reunião com centrais, Dilma afirma que só aprovará projetos em consenso com os trabalhadoresA CUT e as demais centrais sindicais reuniram-se na manhã desta quarta-feira (26) com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir as recentes manifestações que tomaram conta das ruas do Brasil nas últimas semanas. A presidenta queria ouvir a opinião e saber quais as sugestões dos representantes dos/as trabalhadores/as sobre o clamor da sociedade. Durante o encontro, Dilma enfatizou que não aprovará qualquer projeto sem que exista acordo entre trabalhadores, empregadores e governo. Ela garantiu que o diálogo com as centrais sindicais será permanente e que todos os temas da pauta da classe trabalhadora serão negociados, inclusive o fim do fator previdenciário e a redução da jornada para 40 horas semanais. Até agosto, segundo a presidenta, o governo dará uma resposta a todas as reivindicações que foram entregues a ela no Palácio do Planalto depois da Marcha da Classe Trabalhadora, em março. "No meu governo não vou aceitar nada que prejudique os/as trabalhadores/as. Qualquer projeto que chegue até a mim que não tenha passado por um amplo processo de negociação com os representantes dos trabalhadores, será analisado com muito cuidado"�. O presidente da CUT, Vagner Freitas, aproveitou para falar sobre o Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) que, sob o pretexto de regulamentar a terceirização da mão de obra no país, promove uma verdadeira reforma trabalhista. "Este projeto, que está tramitando no Congresso Nacional"�, disse Vagner, "precariza ainda mais as condições de trabalho, traz enormes prejuízos para os trabalhadores e as trabalhadoras"�, argumentou o dirigente. "No meu governo, não terá nada que represente prejuízo para os trabalhadores"�, reforçou a presidenta. "O governo tem de se debruçar sobre a saúde, transporte, educação e segurança pública"�, disse o presidente da CUT. Segundo ele, a presidenta entendeu a urgência de melhorar o atendimento a população e também que a resposta tem de vir do Estado. "Não adianta querer melhorar privatizando. Hoje, os trabalhadores já gastam grande parte dos ganhos salariais em saúde, educação e segurança privados. Isso precisa acabar"�. Depois da reunião, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que também é deputado, disse para a imprensa que o encontro tinha sido lamentável, sem encaminhamentos e que Dilma não tinha falado nada, apenas ouvido e ido embora. Segundo Vagner, "a intervenção do senhor Paulo Pereira da Silva " durante a coletiva de imprensa - foi absolutamente distorcida. Ele está distorcendo tudo que foi construído aqui, com visão eleitoreira"�. O dirigente comentou, ainda, que a CUT irá construir uma campanha nacional pela reforma política e pelo plebiscito e citou a importância de dar ouvido ao povo. Vagner disse à presidenta que, além da reforma política, o país precisa de uma reforma tributária urgentemente. "Está mais do que na hora de aumentar o imposto para os ricos e diminuir o dos pobres"�, defendeu o dirigente. Participaram da reunião, além da presidenta Dilma e do presidente da Cut, a vice-presidente da CUT Carmen Foro, o ministro do Trabalho Manoel Dias e a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, e representantes da Força SIndical, CTB, CGTB, UGT, Conlutas e CSB.
Postado pela Assessoria de Imprensa: 27/06/2013
Fonte: CUT
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