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16/09/2011

Caixa não resolve denúncia de assédio moral e bancários paralisam agência

 

Os empregados da agência Ayrton Senna, da Cidade Dutra, da Caixa Econômica Federal paralisaram suas atividades nesta quarta-feira, 14/9, e só retornaram ao trabalho depois que a Superintendência Regional do banco recebeu os representantes dos trabalhadores no mesmo dia. 

 

O motivo do protesto foi a não solução de um caso de assédio moral, denunciado pelos funcionários da agência há mais de seis meses por meio da ferramenta disponibilizada pelo Sindicato. A denúncia foi a primeira recebida pelo Sindicato por meio do novo sistema, logo após a assinatura do acordo, no início deste ano. Até então, a Caixa brincava de "empurra-empurra" com a comissão de ética da empresa, sem resolver o problema.

"A Caixa extrapolou todos os prazos do acordonesse caso, além de responder de maneira evasiva. Enquanto isso, o assediador continuava na agência, ameaçando os empregados de retirar suas funções", explica Jackline Machado, diretora da FETEC-CUT/SP e empregada da Caixa.

Segundo os trabalhadores, além das ameaças, o gerente geral também obrigava os funcionários a extrapolarem a jornada de trabalho chegando a trabalhar até 12 horas por dia e manobrava o controle de senha para burlar a medição de tempo do atendimento.

Diante a paralisação, o superintendente regional recebeu os representantes dos trabalhadores e se disse "surpreso" ao saber o motivo. De acordo com o funcionário, logo após ter recebido a denúncia, o banco tomou providências e ele achava que tudo estava resolvido.

Na reunião, os dirigentes exigiram que o gerente fosse transferido, visto que sua liderança naquele local de trabalho está comprometida, mas não sem antes receber treinamento adequado para que o problema não continue onde ele for. A superintendência informou que irá destacar o gerente por 10 dias, e marcou uma reunião de retorno para o próximo dia 22/9.

"A Caixa não se preparou como devia para atender as denúncias de assédio que chegassem por meio da ferramenta implantada. Nós lamentamos profundamente que os empregados tivessem que partir para uma medida mais enérgica para serem finalmente ouvidos. Isso não teria acontecido se o banco tivesse agido de forma séria antes", afirma Jackline.

Estiveram presentes na reunião os dirigentes da FETEC-CUT/SP, Sindicato de São Paulo, APCEF e Fenae. A diretora também informa que nenhum empregado terá seu ponto cortado por conta da paralisação.

Fonte: Fetec/SP - por Assessoria de Imprensa 16/09/2011

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