NOTÍCIAS06/02/2026 Bradesco lucra R$ 24,6 bilhões em 2025, mas fecha quase 2 mil postos e reduz rede de atendimentoO Banco Bradesco encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 24,652 bilhões, alta de 26,1% em relação a 2024, conforme os Destaques das Demonstrações Financeiras do Banco Bradesco – Exercício de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 14,8%, com crescimento de 3,1 pontos percentuais em 12 meses, impulsionado principalmente pelo avanço das margens financeiras, das receitas com serviços e da carteira de crédito.
Receitas em alta e expansão do créditoA Carteira de Crédito Expandida do Bradesco cresceu 11% em 12 meses, alcançando R$ 1,089 trilhão em dezembro de 2025. O segmento de pessoa física avançou 12,7%, totalizando R$ 466,5 bilhões, com destaque para:
Já a carteira de pessoa jurídica somou R$ 622,7 bilhões, alta de 9,7%, com forte crescimento entre micro, pequenas e médias empresas (+21,3%).
Mais clientes, menos trabalhadoresMesmo com a redução do quadro, a base de clientes do Bradesco cresceu em 1,4 milhão, alcançando 110,5 milhões de clientes. Ao final de 2025, a holding contava com 82.095 funcionários, sendo 70.550 bancários — um cenário que indica mais clientes por trabalhador, maior pressão por metas e intensificação da sobrecarga. “O banco fala em otimização de custos, mas o que vemos na prática é menos funcionários para atender mais clientes, metas abusivas e aumento do adoecimento. Esse modelo de gestão não é sustentável”, alerta Erica.
Fechamento de agências prejudica populaçãoO encerramento de centenas de agências e postos de atendimento impacta diretamente a população, especialmente idosos, pessoas de baixa renda e moradores de regiões periféricas ou cidades menores, que dependem do atendimento presencial. “A transformação digital não pode servir de desculpa para desmontar o atendimento e excluir parte da população. O Bradesco tem lucro suficiente para investir em tecnologia sem eliminar empregos nem precarizar o serviço”, afirma Erica.
Movimento sindical cobra responsabilidade socialA Contraf-CUT e o movimento sindical defendem que os lucros bilionários do sistema financeiro sejam acompanhados de responsabilidade social, valorização dos trabalhadores, manutenção de empregos e ampliação do atendimento à sociedade. “Se o banco apresenta resultados tão expressivos, o mínimo esperado é que invista em pessoas e cumpra seu papel social. Lucro não pode continuar significando demissão e fechamento de agências”, conclui Erica de Oliveira.
Fonte: CONTRAF • Veja outras notícias |
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