NOTÍCIAS23/03/2026 Fenacrefi apresenta estudo sobre perfil dos financiários, mas dados ainda são insuficientes
A pesquisa reúne informações sobre quem são os financiários, suas características profissionais e sociais, além de identificar demandas e percepções da categoria. A iniciativa é considerada estratégica para aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos trabalhadores e orientar a atuação das entidades sindicais. O estudo é resultado da última negociação com o sindicato patronal das financeiras, que estabeleceu o compromisso de realização de um levantamento de informações setoriais. Prevista na cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a iniciativa determina que as instituições apresentem, de forma individualizada, dados sobre seus empregados e as condições de trabalho no setor. Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) das Financeiras, Magaly Fagundes, o levantamento representa um avanço importante, mas ainda insuficiente diante das necessidades da categoria. “Esse é um começo importante para o reconhecimento da categoria. Conhecer o perfil dos financiários fortalece a nossa representação e qualifica o processo de negociação”, afirma. Magaly ressalta, no entanto, que o estudo ainda precisa avançar em pontos fundamentais. “Precisamos de mais informações, como o número de pessoas com deficiência, dados sobre trabalhadores afastados, os tipos de adoecimento relacionados ao trabalho e outros recortes que são essenciais para entendermos a realidade completa da categoria”, destaca. Ela também defende maior participação dos trabalhadores nas próximas etapas. “Nas próximas edições, queremos que a representação dos financiários participe de forma mais ativa em todo o processo, desde a construção até a discussão dos dados. Isso é fundamental para garantir mais transparência e aderência à realidade”, completa. Radiografia do setorO estudo, realizado entre julho e setembro de 2025, envolveu 71 instituições financeiras e apresenta um panorama detalhado do setor. Entre os principais pontos, está a concentração geográfica das empresas, com destaque para São Paulo (66%). No recorte demográfico, o levantamento aponta equilíbrio de gênero, com 53% de mulheres e 47% de homens. No entanto, ainda há desafios em relação à diversidade racial: 64% dos trabalhadores se identificam como brancos, enquanto pretos e pardos somam 32% — percentual inferior ao observado na população brasileira. A pesquisa também revela um setor predominantemente jovem-adulto, com 80% dos profissionais entre 25 e 44 anos. Já os trabalhadores com 50 anos ou mais representam apenas 4% do total, indicando sub-representação dessa faixa etária. Modelo de trabalhoOutro destaque é a consolidação do modelo híbrido, adotado por 70% das empresas, refletindo mudanças estruturais no mundo do trabalho após a pandemia. Os dados também apontam dificuldades na progressão de carreira: 48% dos trabalhadores não tiveram nenhuma promoção na empresa atual, enquanto apenas 5% registraram mais de três progressões. Desafios e próximos passosO levantamento indica que, embora o setor acompanhe tendências como o trabalho híbrido e o equilíbrio de gênero, ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na ampliação da diversidade e na construção de políticas mais consistentes de inclusão. Para o movimento sindical, o estudo representa uma ferramenta essencial, mas que precisa evoluir. A expectativa é que os próximos levantamentos avancem na profundidade das informações e contem com maior participação da representação dos trabalhadores, fortalecendo as negociações e a luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e igualdade de oportunidades no setor. Fonte: CONTRAF • Veja outras notícias |
|
SINDICATO DOS BANCÁRIOS E FINANCIÁRIOS DE TAUBATÉ E REGIÃO
E-mail: [email protected] • Telefone: (12) 3633-5329 / (12) 3633-5366 • WhatsApp: (12) 99177-4205 Filiado à CUT, CONTRAF e FETEC |