NOTÍCIAS24/07/2026 CEBB denuncia metas abusivas e cobra solução definitiva para a Cassi em terceira rodada de negociação com o BB
Os representantes dos funcionários também reivindicaram a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, especialmente para as agências. Outro ponto central da negociação foi a cobrança por uma solução urgente e definitiva para a sustentabilidade da Cassi. Após esse avanço, a representação dos trabalhadores defende que o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.
O diretor executivo da FETEC-CUT/SP, Rodrigo Leite, reforçou que a garantia de acesso dos empregados oriundos de bancos incorporados à Cassi e à Previ permanece como uma das principais demandas ainda não solucionadas desde o processo de incorporação ao Banco do Brasil. Segundo ele, é fundamental que a instituição coloque fim à desigualdade de direitos enfrentada por esses trabalhadores.
Assédio moral, metas abusivas e adoecimentoOutro tema central da negociação foi o crescimento dos casos de adoecimento, especialmente relacionados à saúde mental. “Em uma consulta realizada com os bancários do BB, mais de 40% informaram depender de medicamentos controlados. Esse adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho. O banco tenta atribuir esses índices a uma realidade geral da população, mas os números entre os funcionários são muito superiores”, destacou Fernanda. A coordenadora ressaltou que o enfrentamento desse cenário passa pela melhoria das condições de trabalho.
Fernanda também relacionou o aumento das despesas da Cassi ao crescimento dos afastamentos por adoecimento. “Além do achatamento salarial decorrente das reestruturações, o número crescente de adoecimentos, principalmente por transtornos mentais, aumenta os custos da Cassi. Cresce o número de trabalhadores utilizando medicamentos controlados, algo que infelizmente vem sendo naturalizado. Melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida também significa reduzir os adoecimentos e contribuir para a sustentabilidade do plano de saúde.” O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Rodrigo Brito, afirmou que o Banco do Brasil precisa rever sua estratégia para fortalecer sua atuação como banco público.
PSOA situação dos trabalhadores do PSO também esteve na pauta da negociação. Segundo Fernanda Lopes, os empregados da área enfrentam sobrecarga e acúmulo de funções. “Os colegas do PSO estão assumindo diversas atividades que não fazem parte de suas atribuições de caixa. Há também escriturários exercendo funções típicas de caixa sem receber a remuneração correspondente.” A representação dos trabalhadores denunciou que gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções. O movimento sindical reivindica que todo trabalhador que exerça atividades de caixa seja nomeado para o cargo de assistente. Também foi cobrada a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem o treinamento adequado. Para o secretário-geral da Fetec-PR, Ewerton Lopes, a situação exige providências imediatas.
Fonte: Contraf-CUT, com edição de FETEC-CUT/SP • Veja outras notícias |
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