NOTÍCIAS09/10/2026 Itaú: COE cobra ampliação de indenização por fechamento de agências e avanços na renovação do ACT
Durante a reunião, o Itaú apresentou dados referentes a direitos previstos no atual ACT. Em relação ao teletrabalho, o banco informou que cerca de 50 mil empregados, o equivalente a 67% do quadro de funcionários, trabalham em regime híbrido. Desse total, 87% estão na base do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Sobre o banco de horas, foram apresentados números de horas extras pagas e compensadas: aproximadamente 10 mil horas foram remuneradas e outras 23 mil compensadas. A COE solicitou que o Itaú detalhe quantas dessas horas foram realizadas aos sábados, domingos e feriados. O banco se comprometeu a apresentar as informações na próxima reunião. Em relação às bolsas de educação, o Itaú informou que disponibiliza 5.661 bolsas para graduação, pós-graduação e segunda graduação, das quais 4.691 foram concedidas aos bancários. COE cobra ampliação da indenização por demissõesUm dos principais pontos da reunião foi a reivindicação de ampliação da indenização adicional aos trabalhadores desligados em decorrência do fechamento de agências. Segundo o próprio Itaú, 235 agências foram fechadas entre janeiro e outubro de 2026. A representação dos trabalhadores voltou a defender que o benefício seja estendido a todos os bancários da rede de agências do Varejo e Digital, incluindo o segmento Empresas e os empregados que pedem demissão. Outra reivindicação foi o aumento dos valores pagos, destacando que os lucros apresentados pelo Itaú nos últimos balanços demonstram que o banco tem condições financeiras de atender à demanda. A cobrança ocorre em meio ao processo de reestruturação promovido pelo Itaú, marcado pelo fechamento de agências e pela redução do quadro de funcionários. Em um ano, o banco eliminou mais de 4 mil postos de trabalho, segundo os dados apresentados pela representação dos trabalhadores. A COE ressaltou que a reestruturação tem consequências diretas para a vida dos bancários e suas famílias, tornando ainda mais necessária a ampliação das medidas de proteção aos trabalhadores. O Itaú ficou de apresentar uma resposta às reivindicações na próxima reunião. Transparência, banco de horas e saúde também estão na pautaNa discussão sobre a renovação do ACT Macro, a representação dos trabalhadores destacou a importância de fortalecer os mecanismos de acompanhamento e fiscalização das condições de trabalho pelo movimento sindical, garantindo maior segurança e proteção aos empregados. Entre as reivindicações estão mais transparência nos mecanismos de monitoramento do trabalho, elaboração conjunta de termos de ciência, discussão sobre as ferramentas utilizadas para medir o desempenho dos empregados, além da garantia de feedback e revisão humana das avaliações. Outro ponto defendido pela representação dos trabalhadores é que a compensação do banco de horas seja definida em comum acordo entre empregado e empregador, sem imposição unilateral das datas pelo Itaú. A COE também quer o avanço das negociações sobre saúde e condições de trabalho, especialmente na implementação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), conforme previsto na nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. “A renovação do ACT Macro é fundamental para preservar direitos, ampliar conquistas e garantir instrumentos de proteção diante das mudanças promovidas pelo banco. Vamos continuar cobrando respostas do Itaú e avanços concretos nas negociações, especialmente diante dos impactos da reestruturação e da redução de postos de trabalho sobre os bancários”, afirmou a coordenadora da COE/Itaú, Valeska Pincovai. Fonte: Seeb/SP, com edições da Contraf-CUT • Veja outras notícias |
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